Definição de limites operacionais para páraraios convencionais instalados nas redes de distribuição em média tensão

SBSE 2008 - Simpósio Brasileiro de Sistemas Elétricos, Belo Horizonte, MG, Brasil, 2008.


Abstract:

Este artigo tem como objetivo a definição de limites operacionais de corrente de fuga e tensão residual de pára-raios convencionais a carboneto de silício de redes de distribuição, através dos resultados obtidos com ensaios realizados em laboratório.
Através da análise estatística do banco de dados destes ensaios, foi possível estabelecer os limites operacionais para corrente de fuga e tensão residual.

Introduction:

Com a finalidade de proteger os sistemas elétricos contra surtos de tensão, causados por descargas atmosféricas, chaveamento de sistemas de transmissão ou distribuição, ou por defeitos monopolares, utilizam-se os pára-raios, equipamentos que reduzem o nível de sobretensão a valores compatíveis com a suportabilidade dos sistemas.
Em operação normal, o pára-raios é semelhante a um circuito aberto. Quando ocorre uma sobretensão, o centelhador dispara e uma corrente circula pelo resistor não linear, impedindo que a tensão nos seus terminais ultrapasse um determinado valor.
Contraditoriamente, os pára-raios não possuem, até hoje, técnicas de diagnístico, consensualmente definidas, que possam identificar unidades defeituosas e inadequadas para continuar em serviço.
Essa dificuldade deve-se, em grande parte, às características construtivas e operativas dos pára-raios, que são equipamentos selados e que não permitem a inspeção de seus componentes internos.
Dentro deste enfoque, este trabalho apresenta estudos estatísticos, que resultaram na determinação de limites operacionais dos pára-raios.
No presente trabalho são analisados especificamente, os pára-raios a carboneto de silício que foram coletados em instalações da rede de média tensão da distribuidora gaúcha de energia AES Sul. Estes pára-raios foram divididos pelos seus respectivos fabricantes, e, posteriormente, foram realizados em laboratírios os ensaios de corrente de fuga e tensão residual, dentre outros.
Deste modo, através da verificação e análise estatística dos resultados, podem-se definir limites operacionais por fabricante e, por conseguinte, fazer a comparação entre eles.

References:

[1] NBR 5287 Pára-Raios de Resistor Não Linear a Carboneto de Silício SiC para Sistemas de Potência – Especificação, ABNT, 1991;
[2] J. M. Filho - Manual de Equipamentos Elétricos, Ed. LTC, 1994;
[3] NIST/SEMATECH e-Handbook of Statistical Methods, http://www.itl.nist.gov/div898/handbook, Acesso em: Setembro 2007;
[4] M. L. B. Martinez, M. Kubota, R. C. Maciel, S. Aita, A. R. Pizarro, O. S. Manalli, “Medição de Corrente de Fuga – Uma Alternativa para a Manutenção Preventiva de Pára-Raios”, X Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica, Curitiba, Paraná, 1989.


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